30/11/2004 23:17 Maria Um certo dia desses por aí, eu e minha linda amiga Ivelma estávamos a conversar no Messenger quando ela diz: - Vamos brincar de criar uma história? Você começa. Aceitei e saiu essa linda história escrita a quatro mãos. Muito obrigado minha linda amiga Ivelma. Você mostrou a mim que podemos sim, todos nós juntando um pouco de cada um construir uma nova história sempre. Beijos Ah, A parte em negrito é dela. Maria Maria saiu atrasada p pegar o ônibus p o trabalho, chovia muito... daí ela havia esquecido o guarda chuva... Molha bolsa e material molhados também, estava triste, perdeu o dia e resolveu caminhar na chuva, fazer "aproveite o dia" e saiu passear... Quando de repente se lembrou... lembrou dos bons tempos em que brincava na chuva com as outras crianças quando menina ainda... e voltou a se sentir assim, recuperou a criança adormecida dentro dela, entendeu q papéis, trabalho são coisas materiais e q agora deveria se preocupar com as coisas do coração, e viver... pois... é se sentindo viva que descobre o quanto Deus existe dentro dela... então passou por sua cabeça ...várias lembranças de momentos bem vividos ... entendeu q o amor deve ser vivido em plenitude, ser dito e praticado, na família, com os amigos e doado a quem precisa... portanto resolveu.... continuar na chuva... continuar criança, continuar sorrindo e praticar essa felicidade com as pessoas q não a tem, com as q passam por tristezas, decidiu doar seu tempo, ser voluntária. e daí começou a sentir as gotas da chuva em sua vida... e os raios do sol em seu ser... era uma bela flor... e visitava asilos... fazendo os velhinhos sorrirem... e visitava orfanatos...enchendo aqueles coraçõezinhos de esperança... o seu sorriso parecia não desmanchar nunca, estava feliz, saltitante, como qualquer criança a brincar, decidiu trabalhar menos e viver mais, e esse amor todo doado, voltava em mais amor recebido dos outros, o q dava recebia sempre o retorno. Mas sentia falta de um grande amor, de constituir uma família... ela o amado e filhos mesmo recebendo tanto amor de tantas pessoas, precisava também de um outro tipo, q se recebe de um só, pela vida inteiram sabia q não acharia numa loja, precisava esperar, mas não reclamava nem exigia isso como retorno de sua doação... e enquanto aguardava seu grande amor chegar um dia... resolveu que queria ter um filho mesmo assim... então pensou... vou trazer para bem pertinho de mim uma daquelas belas crianças que vou visitar... amava a todas, mas queria alguém em especial, alguém com poucas possibilidades de ser adotada, já com certa idade. então ela começou a analisar cada uma daquelas crianças... e começou a ir lá todos os dias no final do trabalho... ela queria poder sentir a sensação de ser mãe de algum deles... daí orou e pediu a Deus que a ajudasse a decidir... pois, ela queria sentir algo diferente pela criança que fosse para ser a dela ... descobriu uma menina, sozinha, sem irmãos, abandonada na rua, já com 12 anos, com marcas no corpo e na alma, mas com olhos meigos e esperançosos. foi quando ela sentiu a alma da criança ir de encontro com a dela... aquela sintonia incontrolável e espontânea... ela queria aquela menina pra ela... ela queria fazer a menina feliz... a menina também se encantou por ela, aquela moça q sempre a visitava, dava carinho conversava, não poderia adiantar o assunto, mas prosseguiu. Adotar era muito complicado, ainda mais solteira trabalhando fora... Mas ela era persistente com seus objetivos... queria adotar a garota e fez de tudo, foram meses lutando, documentos e conseguiu. Daí a garota começou a fazer parte da vida dela... mas tinha um pequeno problema... receios, medos, pesadelos, adaptar-se a um amor, uma casa e sentir desconfianças, porque essa mulher quer ser minha mãe, será q quando ficar brava não vai me bater? ... mas havia um receio muito maior... que era mesmo tendo uma mãe, sentir sua ausência... sentir q um dia poderia tudo acabar, mas o tempo foi passando e as coisas se acertando. foi quando viram e sentiram o que é um belo amor entre mãe e filha Uma parte estava feita, tinha uma filha, faltava o marido, e agora a complicação era maior, como arrumar alguém sendo mãe já. Ela não saia muito de casa... daí era difícil arrumar alguém... o fato de arrumar a menina não a fez se afastar do orfanato, asilos... onde outros também trabalhavam, achou no asilo certo dia um jovem geriatra, também voluntário, também sozinho. os dois tinham algo em comum... e lindo... sentiam-se bem ajudando as pessoas... deixando que a energia saísse deles para atingir os outros... e suas almas brilhavam como pedras preciosas Ele formado em cuidar de doces velhinhos e ela administradora, resolveram, ainda como amigos unir forças e conhecimentos p ampliar as suas ações. Abriram uma instituição para velhinhos com Alzheimer... pois, estes precisavam de cuidados muito especiais... foi duro, muitas despesas, projetos p o exterior, documentos, equipamentos, mas seguiram em frente, aquela convivência criou uma cumplicidade, uma intimidade, já riam e brincavam um com o outro. eram amigos... e é assim que os grandes amores começam a acontecer... numa brincadeira com água lavando o pátio rindo sem parar, brincando de empurrar, pararam de repente e se olham nos olhos... mas Maria correu... tinha medo de o amor acontecer... ela tinha medo de como poderia ser dali pra frente... correu mas ficou na mente, passou o resto do dia pensando, e ele também, o projeto poderia se acabar ali, por uma brincadeira. mas ela sabia o que queria... então na calada da noite tomada por um impulso, pegou seu carro e foi bater na porta dele. estava chovendo novamente... daí ela ficou com vergonha após bater na porta e saiu... mas ele a viu saindo e indo embora e a seguiu... foi quando decididamente... olharam-se novamente... só que agora... os olhares eram como se penetrassem a alma... e movidos por um grande impulso, tocaram seus lábios na chuva e trocaram o sopro... isso mesmo, o sopro de vida que havia dentro de cada um... parecia um momento mágico, pois, não era um beijo qualquer... era um encontro de duas almas que buscavam o melhor do amor... vararam a noite na chuva, num caminhar, aos beijos e abraços, partilhando a felicidade. sentiram naquele momento o que é ser amado e o que é amar... descobriram-se, e continuaram juntos por um bom tempo, até... que ele se foi... sumiu, sem explicar, mas voltou, voltou com tudo, documentos, queria casar com ela. Ela quase não estava acreditando... aquela chuva mudou a sua vida inteira. toda a sua história aquela chuva fez com que os sonhos de Deus começassem a existir na vida dela e tudo q desejava havia acontecido tudo se realizara, há seu tempo sem pressa. the end. enviada por Menino Poeta Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)